Cinema

O Piauí vem demonstrando ser bastante promissor em relação à sétima arte. Com os cinemas cheios, a diversão é assegurada ao simples espectador. Mas há uma surpresa: os últimos anos têm sido de grande produção local, quando novos diretores entram em ação para levar às telas filmes genuinamente piauienses.

Tentando se firmar desde a época de Torquato Neto, que estimulou a produção de um curta-metragem intitulado Adão e Eva no Paraíso de Consumo, o cinema piauiense nunca deixou de produzir, embora de forma acanhada. Em meados de 70, surgiram filmes como David a Guiar, de Durvalino Couto Filho; Porenquanto, de Carlos Galvão; Terror na Vermelha, de Torquato Neto; algumas animações de Arnaldo Albuquerque; e o longa-metragem Guru das Sete Cidades, de José Pinheiro, que ganhou uma versão satirizada pelas lentes de Noronha Filho, intitulada Guru das Sexys Cidades.

O cinema piauiense anda cheio de ideias. Novas propostas surgem no mercado, com trabalhos de Douglas Machado que lançou, em 1994, o curta-metragem A Ponte, e Cipriano, em 2001, abrindo o interesse da população pelas produções locais. Seguiram-se Dalson Carvalho, Alan Sampaio, Monteiro Júnior e outros entusiasmados.

Filmes produzidos no Piauí, nos primeiros anos do novo século, foram: No Meio do Caminho, em 2004, e Insone, em 2005, ambos de Monteiro Júnior; O Confidente, em 2005, de A. José; em 2005, Entre o Amor e a Razão, Ai que Vida! Em 2007 e Flor de Abril, de Cícero Filho. E os documentários: Um Corpo Subterrâneo, de 2007, produção de Douglas Machado; A Noite e a Cidade, 2005, de Monteiro Júnior; O Cine Rex e Nós, de 2007, e Um Homem sem uma Câmera, também de 2007, de Alan Sampaio; e Corpos Humanos, em 2007, e Quem São os Mestres, de 2008, ambos de Dalson Carvalho.

O caminho do sucesso do cinema piauiense se cruzou com o 7º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, que aconteceu em 2011, na cidade de Floriano. O evento contou com um público de mais de 10 mil pessoas e exibiu 48 filmes produzidos em vinte e três estados do Brasil. Como bons frutos, dois filmes piauienses foram premiados: Casamento do Queima, de May Waddington, e Qualquer Hora Dessas, de Monteiro Júnior.

A Sala Torquato Neto, da Fundação Cultural do Piauí (FUNDAC), promove periódicas exibições para difundir os filmes produzidos no Piauí, assegurando aos produtores um espaço para suas exibições.