Congo de Oeiras

Congo de Oeiras

É uma dança característica da cidade de Amarante, com uma coreografia que imita o trote de um cavalo manco. Cavalheiros e damas, distribuídos aos pares, formam um círculo e trotam de todas as formas, ora em compassos, ora apressadamente, trocando os pares e batendo firme no chão com o pé esquerdo.

Embora a tradição da Dança do Congo tenha chegado ao Piauí através dos negros que vieram do Pará, a sua origem é africana, do estado que lhe empresta o nome. Conta a história de um rei que recebe a visita de um embaixador de outro país e o convence a fazer uma louvação a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito, santos de devoção dos pobres e humildes. A encenação abre com a entrada do rei, que ocupa o trono, seguido por seu ordenança, enquanto os demais integrantes chegam para formar duas filas, um de frente para a outra e compostas de média de 6 personagens cada, com um estandarte à frente anunciando a dança. Entoam cantos de louvor com maracás, tambores, pandeiros e guisos, rodopiando para destacar as longas saias que usam e exibindo imagens dos santos. A indumentária dos dançadores é toda em cetim branco, com uma cinta branca e detalhes em vermelho e azul, finas fitas douradas e chapéus em forma de cone, com graciosos desenhos coloridos. O rei veste vermelho, com uma coroa amarelo-ouro, e o seu ordenança usa blusa azul, calça vermelha e uma espada ao lado. A dança se fixou na cidade de Oeiras. Depois de algum tempo no esquecimento, voltou na década do 80 pelo bairro do Rosário, exatamente onde a santa tem uma legião de devotos. Os homens se vestem de mulher e se pintam com maquiagens (batom, sombra nos olhos e rouge) porque, no princípio, a dança era exclusividade das mulheres e não ficava bem a participação de homens. A Dança do Congo ocorre geralmente durante os festejos natalinos, em janeiro e em outubro.