Gastronomia

Piauí oferece uma culinária variada, que se difere das demais do Nordeste em vários aspectos.

Entendendo a gastronomia como uma das mais importantes facetas da cultura de um povo, tanto os piauienses quanto os visitantes não se cansam de valorizar e elogiar os profissionais dessa área, seus métodos de trabalho e a qualidade da sua arte culinária.

Por entender também que o turismo é um veículo por onde trafega a avaliação de um destino a partir do olhar do visitante, tanto os profissionais da gastronomia quanto os empresários do setor têm desenvolvido mecanismos de auto-proteção para manter a originalidade e a identidade da cozinha do estado do Piauí.

Diante dessa realidade, o Piauí oferece uma culinária variada, que se difere das demais do Nordeste em vários aspectos. A larga utilização dos cheiros-verdes, como coentro e cebolinha verde, da cebolinha branca de Picos, da pimenta-de-cheiro e do corante natural tornam a cozinha piauiense única. Outro diferencial na confecção ou complementação de pratos é a utilização intensa da farinha de mandioca, tanto a farinha branca como farinha d’água.

No Piauí predominam pratos à base de molho, a exemplo da Galinha ao Molho Pardo, Capote ao Molho, Cozidão de Carne e Verduras ou Peixadas, todos acompanhados pelo pirão feito de farinha de mandioca. O arroz é também largamente utilizado, principalmente com outras misturas, como a Maria Isabel, também conhecido como arroz com carne-de-sol picada, ou o Arroz de Capote, uma mistura de arroz e pedaços de capote.

No sul do estado, é usual colorir o arroz com açafrão. Na área sertaneja, é muito comum a mistura de arroz com feijão, o Baião-de-Dois, ou ainda a mistura de feijão com milho, que deve ter toucinho, pé e orelha de porco. Conhecido como “Pintado”, é servido preferencialmente com frito de porco.

As farofas ou fritos, o pirão e a paçoca são alimentos indispensáveis na mesa do piauiense. “Frito” é a mistura de farinha branca com carne frita de qualquer espécie, sobretudo a carne de porco e a carne seca cortada miúda. O frito também pode ser preparado com ovos e torresmo. Os fritos de galinha caipira e de capote, a galinha d’Angola, ocupam as primeiras posições na preferência do público.

O uso de carne com caldo é outra característica típica do costume alimentar dos piauienses. Um exemplo é a carne seca picadinha ou a carne fresca moída misturada com quiabo, jerimum, macaxeira e maxixe, temperada com muito cheiro-verde, manteiga de garrafa e nata. Dependendo das misturas, recebe os nomes locais de “Quibêbe”, “Picadinho”, “Caldo de Carne” ou “Capiau”.

Apesar da predominância da comida sertaneja à base de carne, a cozinha piauiense dispõe de excelentes pratos à base de peixes e frutos do mar. As frigideiras e as caldeiradas de camarão, as casquinhas de caranguejos, os mexidos de ostras e caranguejos, as peixadas ao leite de coco satisfazem os mais exigentes paladares. Piratinga, Mandubé, Matrincham e Branquinho são alguns dos peixes de excelente qualidade encontrados no rio Parnaíba.

A doçaria piauiense é a mais rica e diversificada do Nordeste. São famosos os doces e compotas de caju, manga, goiaba, mangaba, buriti, bacuri, groselha, casca de laranja da terra e outras frutas. O doce de casca de limão azedo é o mais típico do Piauí.

É variada, ainda, a utilização de farinha de puba para o preparo de bolo caseiro e beiju, e a macaxeira pode ser servida cozinhada e assada no forno ou na brasa.