Parque Nacional das Sete Cidades

Numa área de 6.221 hectares e um perímetro de 36 quilômetros cercados e aceirados anualmente, o parque foi criado pelo Decreto 50.744, de 8 de Junho de 1961, quando era presidente da República Juscelino Kubitscheck. É administrado pelo IBAMA e protegido pelo Decreto 84.017, de 21 de Setembro de 1979, que aprovou o Regulamento dos Parques Nacionais Brasileiros.

Conta com um Centro de Visitantes onde estão disponibilizadas informações e guias para acompanhar os passeios, além de um hotel no centro do parque. O acesso é pago e pode ser feito diariamente das 8h00 às 17h00. Janeiro e julho são os meses de maior frequência, quando o parque chega a receber até 3 mil visitantes; os meses de menor frequência são setembro e outubro. Dos seus 6.221 hectares de área, apenas 1.814 hectares são abertos à visitação. Segundo folheto informativo do IBAMA, os processos erosivos de Sete Cidades ocorrem há 190 milhões de anos.

Os guias são experientes e possuem as informações necessárias à compreensão dos atrativos, que representam pessoas, monumentos, animais, objetos, aspectos urbanos e inscrições rupestres, aquelas feitas na pedra. Lembre-se: não escreva nas pedras, não jogue lixo no chão, não faça fogo, não colha frutas das árvores, não persiga animais e dirija com atenção, evitando excessos de velocidade, buzinas ou passagens por vias não autorizadas. Os maiores inimigos de Sete Cidades são os incêndios, provocados muitas vezes por seus vizinhos, quando fazem queimadas, ou por baganas de cigarro atiradas ao chão despretensiosamente.

As Sete Cidades são um mundo de mistérios que, há séculos, povoam a imaginação dos seus visitantes. Índios, fenícios, extraterrestres, eremitas, erosão, qualquer que seja a explicação, encontre a sua. Em Sete Cidades tudo é possível, em tudo se crê, até no fato de que ali um dia foi fundo do mar. Se você ainda tem dúvidas, verifique pessoalmente. O Parque Nacional de Sete Cidades é assim: dá asas à imaginação. Procure identificar novas formações interessantes e dê a elas o nome mais adequado. Os guias ficarão surpresos e passarão adiante o atrativo batizado por você.

 

As Sete Cidades de Pedras

 

Primeira Cidade

Piscina dos Milagres - formada por uma das 22 nascentes do parque, nunca deixou de jorrar, mesmo durante os anos mais difíceis de seca. As suas águas reservam um delicioso banho.

Pedra dos Canhões - precem troncos de árvores petrificados que foram moldados em arenito ferruginoso, lembrando canhões posicionados em defesa da cidade.

Pedra da Jia - atrativo que lembra uma jia com a boca aberta.

Salão do Pajé - enriquecido por inscrições rupestres. Em cima do salão está o Dragão Chinês.

Outros monumentos da Primeira Cidade - Máquina de Costura, Pedra da Cobra, Banco da Praça, Pedra da Ema, Serra Negra, Painéis de Inscrições, Arca de Noé...

 

Segunda Cidade

Arco do Triunfo - um dos atrativos mais fotografados de Sete Cidades, batizado por ter a forma que lembra o arco francês.

Pedra do Americano - em 1951, quatro americanos armaram barracas e mandaram que moradores cavassem a base de uma rocha, orientados por algumas inscrições em forma de setas que apontam para baixo. Os americanos não disseram o que levaram, mas no local foram encontrados restos de carvão. Dez anos depois, em 1961, os americanos retornaram ao local, mas o antigo IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal -, já havia assumido o parque, proibindo qualquer tipo de escavação.

Vista Panorâmica - com 82 metros de altura, é o ponto mais alto de Sete Cidades. De lá é possível obter uma visão global de boa parte do parque.

Biblioteca - atrativo que lembra um local de leitura, com livros e papéis empilhados.

Pé do Gigante - fantástico pé esquerdo marcado na rocha, com o detalhe de seus cinco dedos.

Pedra do Falo - pedra com o formato do órgão sexual masculino.

Outros monumentos da Segunda Cidade - Morro das Oliveiras, Pedra do Castelo, Igreja Velha, Soldado Velho, Teatro de Arena...

 

Terceira Cidade

Cabeça de Dom Pedro I - bastante fotografada pela impressionante aparência com o perfil do rosto do Imperador do Brasil.

Três Reis Magos - atrativo que lembra os três Reis Magos, ajoelhados e de costas.

Pedra do Segredo - lembra o órgão sexual feminino.

Pedra do Beijo - duas rochas encostadas rosto a rosto.

Dedo de Deus - um menir apontando para cima, lembrando o formato de um dedo.

Pedra do Pombo - atrativo que lembra um pombo pousado sobre uma rocha.

Mapa do Brasil - diferentemente do mapa da quarta cidade, aqui o atrativo se apresenta com as divisões dos estados.

Cabeça do Preto Velho - uma cabeça de perfil, olhando para cima.

Cara do Diabo - atrativo bastante interessante pela perfeição do perfil de uma pessoa olhando para baixo, onde há duas ondulações no alto da testa, como se fossem chifres. Vale a pena notar os olhos, o nariz, a boca e a cabeleira.

Furo Solsticial ou Janela do Rei - uma pequena abertura na rocha projeta os raios de sol sobre o paredão que forma a pedra da Cara do Diabo, tendo servido de orientação às civilizações megalíticas, que se utilizavam do sol para acompanhar as estações do ano. Observe as inscrições rupestres feitas ao lado do furo, descrevendo o movimento solar.

Pedra do Gorila - lembra um macaquinho batendo palmas.

Pedra de Nossa Senhora - abaixo da pedra do Gorila, atrativo que lembra Nossa Senhora de posição clássica de sua imagem, com os braços entreabertos, vista de lado.

Passagem do Vento - um pequeno arco que dá acesso à Gruta do Estrangeiro.

Pedra do Sacrifício - local onde os povos pré-históricos faziam suas orações e seus rituais. Há uma cena no filme “O Guru das Sete Cidades” (cópias extraviadas), dirigido por José Pinheiro, já falecido, onde a atriz Rejane Medeiros, nua, foi “queimada” em ritual.

Curral dos Índios - formações circulares, com uma pequena passagem por onde os povos antigos conduziam animais para abate ou aprisionamento.

Gruta do Estrangeiro - considerada a maior caverna de Sete Cidades, segundo o professor João Gabriel Baptista.

Cara do Palhaço - atrativo que mostra um rosto com um sorriso irônico.

Outros monumentos da Terceira Cidade - Cavalo Marinho, Pedra da Pirâmide, Pedra do Cachorro e do Gato, Totem do Sol...

 

Quarta Cidade

Gruta do Catirina - gruta onde morou José Catirina, o curandeiro das Sete Cidades.

Archete - uma passagem na rocha que leva a outros atrativos. Observe as pinturas pré-históricas no lado esquerdo do Archete.

Mapas do Brasil e do Ceará - são formados por uma abertura na rocha. De um lado, observa-se o Mapa do Brasil, e de outro o Mapa do Ceará. Os mapas mudam na medida em que se atravessa uma pequena abertura. O acesso é feito pelo Archete.

Outros monumentos da Quarta Cidade - Cabeça de Águia, Pedra dos Dois Lagartos, Pedra dos Dois Irmãos, Leão Deitado...

 

Quinta Cidade

Pedra do Camelo - lembra a forma de um dromedário, de apenas uma corcova.

Furna do Índio - contém inscrições que simulam rituais de caça.

Pedra do Rei - lembra um rei de costas, com seu manto e coroa.

Casa do Guarda - atrativo que lembra um guarda de prontidão numa cabana, como se vigiasse a cidade.

Pedra das Inscrições - contém pinturas pré-históricas.

 

Sexta Cidade

Pedra da Tartaruga - atrativo que lembra o casco de uma tartaruga, sendo um dos mais visitados em Sete Cidades.

Pedra do Elefante - também bastante visitado, lembra um elefante com a tromba em destaque.

Pedra do Cachorro - rocha com o formato do rosto de um cachorro.

 

Sétima Cidade

Reserva ecológica para preservação da fauna, da flora e dos monumentos ricos em inscrições pré-históricas. O acesso é proibido.

A cachoeira localizada nas proximidades da Primeira Cidade não faz parte dos conjuntos rochosos. A sua altura é de 16,4 metros na primeira queda e 7,2 metros na segunda queda. A escada de acesso tem 78 degraus até o lago.

As aves mais comuns em Sete Cidades são o jacu, a sariema, o nambu, também conhecido como perdiz e pé vermelho, papagaio, pica-pau, sabiá, periquito, coruja, sericora, ou galinha d’água com também é conhecida, aracoan, galo de campina, canário e rolinha. Onça jaguatirica, onça maçaroca, veado, peba, tatu, mocó, guaxinim, raposa, gato maracajá e iguana são alguns dos animais que povoam a área. Caju, faveira, jatobá, araticum, piqui, aroma ou mama cachorro, macambira, gameleira, murici e tucum são as árvores e plantas mais comuns em Sete Cidades.